quarta-feira, 4 de maio de 2011

(No) Turning Back

If all difficulties were known at the outset of a long journey, most of us would never start out at all. So i thank you for make me want something more, something else... that isn't you anymore. Dispite of that, i will always wish you a very good journey to an unknown you've never seen.

xxx

sábado, 30 de abril de 2011

"...Mesmo nos momentos da mais profunda desordem, é segundo as leis da beleza que, secretamente, o homem vai compondo a sua vida. Não há, portanto, razão nenhuma para censurar aos romances o seu fascínio pelos misteriosos cruzamentos dos acasos, mas há boas razões para censurar o homem por ser cego a esses acasos na sua vida quotidiana e assim privar a vida da sua dimensão de beleza."

Milan Kundera-A Insustentável Leveza do Ser

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sense(less)

Sentes?
Quando as palavras te saem pela ponta dos dedos,
te escorregam pelos lábios ao sabor da tua língua,
quando se tropeçam em sentimentos e se excluem de pudores.
Sentes?
Quando ouves o que és, o que podes ser, mesmo sabendo,
quando lês, quando vês (quando vês...),
Quando te encontras numa abstracta encruzilhada,
entre ti e o outro, entre o que sabes, o que queres saber...
Sentes?
Quando aclamam a tua presença, o teu calor,
E a tua voz é querida aos ouvidos alheios.
Sentes?
Quando sabes que há algo do outro lado, algo mais,
Algo que não conheces e que te faz procurar,
descobrir, provar.
(...)
Imagina tocar, respirar, desfrutar
um outro sabor.
Tanto teu, tanto meu,
tanto nosso quanto do mundo.
Imagina...
Imagina a tua presença em mim,
os meus olhos em toda a tua errância, toda a tua forma,
todo o teu olhar.
Imagina tu, agora imagina eu...

Sentiste?

terça-feira, 26 de abril de 2011

Nobody's Looking




This inevitable life has just become incredible.

domingo, 24 de abril de 2011

Lightness


Nesta corrente que é o nosso dia, todos os nossos dias, o ser procura o seu humano, busca uma estrutura, deseja o palpável. Nesta corrente estão todos os nossos medos, os nossos sonhos, as nossas raízes e os nossos seres, passíveis de uma interacção, de um complemento.
Esta corrente que é o nosso dia é composta de vento, é forte como o ferro, é frio como o ar de que se aproveita, é quente como o corpo que sempre atravessa. Como toda a corrente, necessita movimento, agilidade, força e convexão. É insustentável a sua magia, dolorosa, reconfortante, aditiva. Este vento é toda a vida, este vento guarda memória. É o mesmo que passará por ti amanhã, aquele que soprei do meu corpo com vontade que me levasse, mas não levou. Aliás, levou-me, como me tem levado, mas não me transporta, cada vez mais me põe longe, mais distante de toda a sua acção, já nem folha deserdada e corrida pelo vento me sinto, já nem aragem, já nem tornado. É como se o vento passasse lá fora e ouvisse o seu assobio, aclamando a sua raíz para que me leve de novo, ou me traga algo. Já nem esse vento me arrepia, nem esse assobio, tanto quanto a sua força na janela não me assusta.
Observo, analiso, sinto-me já um vácuo sem uma gota de ar, olho ao redor mas com dificuldade vejo, a vista já está cansada, a vontade é de dormir, de sonhar.
-Do que espero?
De acordar, acordar desta passividade, desta dormência, desta insatisfação diária que assombra toda a luz que o vento tem. Ou então espero que esse vento me devolva a força, a vontade, a curiosidade... ou que alguém abra a janela!


...it's been a while.

sábado, 4 de setembro de 2010

Light Texture





Sois uma luz, em cada si desfocada, de cor diferente, temperaturas e texturas embranham-se nos sons da cidade, até onde a luz chega vista de cima, de longe, até o deixar de ser.
Sois tão luz que te tocas numas outras, crias tintas e magentas, crias toques, sons e direcções, perdes o rumo em ti e assim ficas, estática ao que és e às tuas evoluções.
Nessas mesmas mostras caminhos, frutos, revelações, matas pretos e brancos, os cinzentos desvanecem-se na transparência do teu calor, imanente à chuva e ao cansaço, resistes a tempos e ventos, permanente e mente.
Desfocada de ti, e como luz que sois, assim é a tua mensagem, turva como o vidro por onde te vejo, notável, atractiva e misteriosa, tanto que só de ti se vê o que mostras, a tua cor, a tua constante permanência. Mas,

Quem sois tu?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Let's get out of this so called darkness and with giant steps get into the light, with our sunglasses, without looking back and bringing who is to bring, let's walk in that anxious unknown with no fear and with no shoes.

"Never resist the unfamiliar"