sábado, 4 de setembro de 2010

Light Texture





Sois uma luz, em cada si desfocada, de cor diferente, temperaturas e texturas embranham-se nos sons da cidade, até onde a luz chega vista de cima, de longe, até o deixar de ser.
Sois tão luz que te tocas numas outras, crias tintas e magentas, crias toques, sons e direcções, perdes o rumo em ti e assim ficas, estática ao que és e às tuas evoluções.
Nessas mesmas mostras caminhos, frutos, revelações, matas pretos e brancos, os cinzentos desvanecem-se na transparência do teu calor, imanente à chuva e ao cansaço, resistes a tempos e ventos, permanente e mente.
Desfocada de ti, e como luz que sois, assim é a tua mensagem, turva como o vidro por onde te vejo, notável, atractiva e misteriosa, tanto que só de ti se vê o que mostras, a tua cor, a tua constante permanência. Mas,

Quem sois tu?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Let's get out of this so called darkness and with giant steps get into the light, with our sunglasses, without looking back and bringing who is to bring, let's walk in that anxious unknown with no fear and with no shoes.

"Never resist the unfamiliar"

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

You Jump, I Jump


Num salto pairante de hoje, agradeço aos que me acompanham, aos que vejo em terra, aos que mais alto vão, agradeço à sensação por morar por cá e por ser electrizante como peço, activa de reflexos, cheia de chão, tão alto, tão vasto, tão sem nada, com tudo o que preciso.
Pairo nos grãos de areias dispersas de tantas estradas percorridas, passeios, atalhos, praias e mares, o sal ainda entranha em cada sôfrego inspirar, quase tanto como cada mergulho pela manhã, pela penumbra, pela madrugada. E as estrelas...
Mantenho-me agora na afável sensação de volta, ainda eléctrico de partida, brindo com os meus às recentes memórias, partilho e planeio trajectos de voos selvagens pelas correntes de vento que surgem a norte, ainda quentes de sul, junto-os e partimos, mais uma vez, juntos.

A viagem ainda mal começou.
(...)

sábado, 24 de julho de 2010

Não sei quantas almas tenho,
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: 'Fui eu?'
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Broadcast yourself,


and your true essence and spirit. Explore and discover.

domingo, 11 de julho de 2010

I See You


I see you,
Wrapped in my past, in my thoughts, in my grow,
Almost close enough by memories your clumsy yap appears,
Just like your blankets and your fleas and your fur,
All of that was cleaned today, kept in the lowest drawer, unlocked.

Home is quiet today,
an anxious silence rips my chest and my ears,
Some presence is missing, some scratching sound, some something,
My fingertips are still stiff, like you we're, in the morning.
The drool spot is still there, almost vanished, yet kept in time, like a print.

Lots of fights has been fought, just like other's can't imagine,
Racional senses mingle with irracional actions, just like always,
just like ever.
Places, faces, runs and catches, yap's and licking, jaded clipping,
Expressions, demonstrations, afections, enjoyment. Over.

Forgetting is like ripping some body member,
Instead i prefer the heart ripping, remembering by absence,
Even i couldn't realize how needful you were,
The time has passed now and you see me,
I can't.


L .



terça-feira, 22 de junho de 2010

Secrets



Fechado,
o segredo é mantido e resiste,
Como uma porta sem chave, nem fechadura.
Todos nós nos mantemos lá dentro, no escuro, na luz,
O que o vento deixa escapar abre asas ao desconhecido, ao curioso.
Nunca ninguém sabe, nem os que pensam que sim, nem os próprios.

Não se conhece a criação, as raízes, o destino.
Segreda-se pelos ouvidos das paredes,
Segredos alheios, secretos terceiros,
A imagem é distorcida ao fruto da imaginação,
A porta é forçada, espiada, esmiuçada,
Nunca foi aberta, revelada, escancarada. Nem podia.

A sede pelo conhecimento torna mordazes em incapazes,
Incapazes de guardar, partilhar, sequer abrir, se entrar,
Especulações lançadas ao ar como fogo de artifício,
Bonitas, plausíveis, efémeres, irreais, mortais.
Rasgam verdades e laços com o bruto contacto,
O espaço é invadido, o nosso, o deles, dos outros.

Somos, para os outros, aquilo que lhes mostramos,
Não deixamos de ser menos Nós por não mostrarmos tudo o que somos,
Somos decifráveis tanto quando queremos, quanto podemos,
Aquilo que somos para nós é o que outros buscam, o segredo.
Esquecendo o(s) seu(s) na gaveta, a sua chave, a inexistente, a procurada,
Nunca (talvez) achada.

E continuam.

(...) Every (one) has their own little secret, right?